domingo, 2 de outubro de 2011

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E se eu realmente precisasse me amar. Ah com toda certeza Deus me poria em uma ilha, cercada de nada e cheia de vazio, para que eu com todo o meu dom divino da admiração enxergasse só a mim. E amasse assim... Meus defeitos, meus trejeitos.

Tudo ego.

Dessa forma ele me criou cheia de gente, rodeada de contornos cheia de adornos. De seres complexos com personalidades admiráveis  e sangue pungente, até no mais pedante deles...  E tudo isso pra enxergar a tênue linha do conhecimento do que é a beleza... Do que é admirável.

Tudo cego.

O que é o que vemos se não um reflexo de nós mesmos. Digo isso não egoísticamente, mais num ato contemplativo de mim mesmo. Por já ter visto muito do feio e muito do belo. Amar a si mesmo é amar o que é externo.


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