É a única coisa que sai. Essa palavra que se arrisca e se inventa na minha cabeça. Tantas coisas pra contar, segredos pra compartilhar, mais penso-penso. Não sai mais! Está preso, está tudo preso na cabeça.
A necessidade que a vida me trouxe de controlar impulsos mais que o normal, de frear sentimentos estúpidos, sentimentos nobres, reais. Esse controle que por hora foi útil agora me aprisiona. Não é mais controle é medo, medo de gritar, medo de amar, medo de ser eu, medo de me arriscar, medo do medo, medo da minha própria coragemExcesso de controle = MEDO.

Ai eu fico pensando e tentando chegar a uma conclusão. Tentando descobrir por onde começou isso e não descubro só penso-penso. Faço razoáveis minhas palavras e guardo tudo de melhor na cabeça. Ai eu escondo de mim até me pegar pensando em mais do mesmo.
Penso-penso na minha vida inteira, penso nela de trás pra frente, penso nela em outras circunstâncias. Paro de pensar na minha aí penso na sua. É na sua mesmo. Penso-penso. Ai penso nas vidas de mais pessoas. Mais pessoas, menos pessoas. Penso-penso outra vez.
Então me revolto e rasgo todas as folhas do meu livro mental. Elas se reconstroem. Magoadas e feridas mais com a mesma verdade de outrora. Penso-penso e não paro. E continuo pensando.
