“Se acaso me quiseres, sou dessas mulheres que só dizem sim, por uma coisa a toa, uma noitada boa, um cinema, um botequim...” É eu e minhas amigas né. E é por isso que nossas noites são sempre inusitadas.
Se uma mulher que inicia um texto com esse trecho de música, sai com suas amigas assim sem destino pela noite pra beber você imagina. A noite vai ser longa. Elas vão encontrar outras amigas uns amigos simpáticos, tomar uns “bons drink” e causar pela noite.
Pois é meus amigos essa noite que vos relato não foi bem assim. A gente só saiu pra conhecer uns caras legais e tomar uma cerveja. Um deles era um amigo em comum, o outro aniversariante, dia da semana, coisa tranqüila. Porque não? São caras legais e a gente volta cedo.
Então nos maqueamos, nos arrumamos e saímos do Rudge Ramos, que além de bairro é quase uma pátria e fomos para Sto. André, onde imaginávamos encontrar caras simpáticos e legais que no final de algumas brejas e uma luta para dividir a conta! Decidiram ir embora com sua simpatia sem nos dar carona.
Nós ficamos sem carona, eles tinham carro? Sim. Eram amigos? Não. O problema de confiar em conhecidos é esse, você só conhece o suficiente a ponto de saber que ele é um sem noção quando ele chama garotas pra beber e as abandona sem dinheiro pro táxi, em horário que não tem ônibus, à uma cidade de distância de onde elas moram.
Então dissemos “beleza somos nós quem topamos qualquer role, que que dá pra fazer?” A primeira alternativa foi comprar pinga com o cartão de uma das mais abonadas do dia e beber e vagar pela rua. Mais não haviam bares abertos, só um onde quase fomos expulsas por falta de simpatia do dono com nossa cara. Então olhamos a nossa frente e havia um parque, tava mais pra academia ao ar livre. E pronto, eis que esta pronta nossa noite. Estou doída e quebrada de tanto fazer exercícios e de rir da Gabriela no escorregador só porque não tinha placa proibido o uso por maiores de 21 anos.
Me escandalizei com a violência dos aparelhos de ginástica, sério crianças não podem freqüentar parques como o que eu estava, enquanto ria e me exercitava imaginei cabeças rolando se o lugar estivesse movimentado. Teve também a técnica de usar um aparelho como brinquedo com duas pessoas ao mesmo tempo, mais tive medo quando a Larissa quase fez xixi em cima de mim. E o gira-gira que quase nos derrubou!
Mais inusitado impossível.
Ah... Sim o final. Um amigo nos salvou a pele indo nos buscar no parque, salvou a noite e muito provavelmente nossas vidas. Aí sim um homem que se possa confiar. O que nos deixou a mercê da madrugada, só o agradeço por mais uma das noites onde eu nunca sei aonde vou parar, mais sempre acordo em casa com uma boa história .


