segunda-feira, 25 de abril de 2011

_arrumando o quarto

Eu precisava arrumar meu quarto agora, mais está é uma tarefa tão infinitamente complexa, que é mais fácil escrever sobre arrumar o quarto do que fazê-lo.
Preciso guardar os livros da mesinha, são muitos e não os leio a um bom tempo. Mais são bons livros. Preciso arrumar a cama abandonada, era da minha irmã mais ela se mudou e agora é a cama dos livros lidos recentemente, bons livros em sua maioria mais, às vezes você lê algum que não é tão bom não é mesmo. Têm também as roupas da cama abandonada, que estão subdivididas nas categorias, blusas, camisetas, bermudas, calcinhas, calças e meias, hum, meias. Se não fosse por elas já teria guardado todas as roupas, mais meias? Elas são um porre!
Voltando a mesinha, tem a caixa de tintas que precisa sair do meu quarto, junto com os pincéis, canetinhas, lápis coloridos e massinha de modelar. À uns quatro meses decidi iniciar as minhas obras primas (ou obras primárias) em papel cartão e folha sulfite, as obras também estão na mesinha. Junto com os glitters, tesoura (sem ponta), tesoura de picotar e lantejoulas. Tudo muito lindo.
Embaixo da dita cuja que pelo que vejo é o maior dos meus problemas no quarto, tem uma caixa azul com revistas que não leio e não folheio, mais estão bem ali. São revistas que gostei muito, não posso jogar fora, apesar da minha mãe não pensar o mesmo. Tem também uma coleção de filmes piratas fora de ordem e circunstância que bem poderiam estar na sala mais às vezes assisto um ou outro no quarto e eles vão acumulando na "mesinha". 
Tem também o armário em cima do guarda-roupas que tem todo o meu passado guardado lá. Sempre que reviso tudo pra jogar fora perco o dia inteiro e só jogo 3% das coisas. Fingindo gostar de matemática a ponto de fazer comentários com porcentagens em um texto, vou mais além.
Semestralmente perco um dia inteiro pra jogar 3% do meu passado, sendo que nesse mesmo semestre adquiro 5% de passado novo, que é acrescentado ao armário de cima do guarda-roupas. Não precisa ser gênio ou entender de matemática pra saber que eu junto mais passado do que jogo fora. Dessa forma dar um jeito nisso é sempre uma tarefa adiada.
O guarda-roupas em si, é algo que não comento muito, nem uso muito também, assim como o cesto de roupas sujas que está sempre cheio. As vezes acho livros lá dentro, não fico feliz.
Seria mesmo uma ótima filha se arrumasse o quarto no mesmo tempo despendido para escrever, imagine só que escrevo mais do que arrumo o quarto e nem tenho tantos textos assim.
No final uso a desculpa de que o quarto bagunçado faz parte da teoria do caos criativo.
“Se você vive o caos criativo em sua essência, ele faz parte de você de maneira que o quarto bagunçado é você e sua criatividade é a forma como você consegue viver e desenvolver no seu quarto. A magnitude dessa vivência pode te proporcionar a quebra de várias barreiras do inconsciente, te deixando aberto e livre para ser criativo em todas as circunstâncias da sua vida mãe!”
“O quê? Que barreiras? Só quero que você arrume seu quarto Joice!”
“Ah mãe você não entende o pensamento moderno! Deixa pra lá!” [risos interiores nesse momento].
Acho verdadeiramente que posso convencer mais do que a minha mãe com essa teoria. Isso tudo faz muito sentido ué. Não faz? Bem talvez minha mãe nem tenha se convencido, só está cansada demais pra me dar sermão.