É tão quente que não quero sair.
Você é tão confortável que eu me sento
E me empolo toda em você.
Apoio em seus braços...
...Largos, fortes e calejados.
Me enrolo o quanto for possível
E puxo o lençol com a ponta dos pés.
Me remexo, me reviro nem olho pra TV.
Roço a mão nas suas costas...
...Às vezes com as unhas.
E você? Sempre indiferente.
Ah! Divido-te, compartilho-te.
Com amigos dancei em cima de você.
De saia curta e completamente embriagada.
Preencho os espaços, sempre!
Por hora sozinha, as vezes acompanhada.
Pisoteio em você de salto alto, não te respeito.
Em seu purgatório você me segura e tenta me apertar,
Enquanto te traio em abraços beijos e puxões.
Ai esse sofá! Meu amor sintético e não contextual.
Com suas almofadas de linho que me acalentam
Sei que me cura nas horas de ressaca!
Só para provar que me ama.

