Quando puxei, segurou por segundos em minha nuca até hesitar. Olhou para mim, os olhos atônitos procurando uma solução e só encontrando a minha sede, a minha vontade. Insistente me joguei com voracidade tentando provar que delicadeza nenhuma impede uma mulher de ter atitude.
Certifiquei-me de que nossos corpos estavam definitivamente unidos quando consegui sentir que seus músculos não mais retesos se envolviam aos meus num jogo de malemolência que tinha dois jogadores e dois ganhadores.
Cada movimento ilustrava uma cena certa do final maravilhoso o qual nós não conhecíamos antes disso. Os segundos passavam rápidos para explicar as coisas mais ao mesmo tempo era como se nunca tivessem inventado o relógio ou o próprio tempo.
O mais intenso de todos os movimentos se resumia a nossas mão que permaneciam ávidas buscando o que quer que se projetasse a frente, da maneira mais apaixonante e intensa possível.
Não existia mais nada do que a busca interminável para curar o tempo perdido. Como se o momento pudesse durar a vida toda pela satisfação implícita a ele. Mesmo sabendo que acabaria.
Foi então que seus olhos fecharam se entregando de corpo e alma. E eu abri os meus em minha cama certificando-me de que estava sonhando.
