quarta-feira, 27 de abril de 2011

_malenk

Ás vezes me sinto como uma criança no colégio, quando na sala de aula alguém tira a cadeira que você... Estava sentando...  “Eu tava quase chegando mais a cadeira não ficou tempo suficiente para que eu pudesse segurá-la!” Enfim,  você cai de bunda!

Mais tem aquele colega!  Você se sente humilhado e olha, entre todas as bocas escancaradas rindo de você, procura o olhar de compaixão, mais ele está rindo também, pois não seria “cool” te dar apoio nesse momento! Por dentro ele quer te ajudar mais tirar a mascará lhe custaria muito, então ele trava um sorriso na cara enquanto todos se deleitam com sua queda.
É assim que me sinto em relação a você, pois me dou em parte inteira, me ponho  a venda. Pra você puxar minha cadeira! Escalo o Monte Everest pra você fazer cara de “nada vi”. Não é tão simples assim ou talvez seja simples demais, eu é que não entendo que te preciso mais do que você de mim e isso dói.

segunda-feira, 25 de abril de 2011

_arrumando o quarto

Eu precisava arrumar meu quarto agora, mais está é uma tarefa tão infinitamente complexa, que é mais fácil escrever sobre arrumar o quarto do que fazê-lo.
Preciso guardar os livros da mesinha, são muitos e não os leio a um bom tempo. Mais são bons livros. Preciso arrumar a cama abandonada, era da minha irmã mais ela se mudou e agora é a cama dos livros lidos recentemente, bons livros em sua maioria mais, às vezes você lê algum que não é tão bom não é mesmo. Têm também as roupas da cama abandonada, que estão subdivididas nas categorias, blusas, camisetas, bermudas, calcinhas, calças e meias, hum, meias. Se não fosse por elas já teria guardado todas as roupas, mais meias? Elas são um porre!
Voltando a mesinha, tem a caixa de tintas que precisa sair do meu quarto, junto com os pincéis, canetinhas, lápis coloridos e massinha de modelar. À uns quatro meses decidi iniciar as minhas obras primas (ou obras primárias) em papel cartão e folha sulfite, as obras também estão na mesinha. Junto com os glitters, tesoura (sem ponta), tesoura de picotar e lantejoulas. Tudo muito lindo.
Embaixo da dita cuja que pelo que vejo é o maior dos meus problemas no quarto, tem uma caixa azul com revistas que não leio e não folheio, mais estão bem ali. São revistas que gostei muito, não posso jogar fora, apesar da minha mãe não pensar o mesmo. Tem também uma coleção de filmes piratas fora de ordem e circunstância que bem poderiam estar na sala mais às vezes assisto um ou outro no quarto e eles vão acumulando na "mesinha". 
Tem também o armário em cima do guarda-roupas que tem todo o meu passado guardado lá. Sempre que reviso tudo pra jogar fora perco o dia inteiro e só jogo 3% das coisas. Fingindo gostar de matemática a ponto de fazer comentários com porcentagens em um texto, vou mais além.
Semestralmente perco um dia inteiro pra jogar 3% do meu passado, sendo que nesse mesmo semestre adquiro 5% de passado novo, que é acrescentado ao armário de cima do guarda-roupas. Não precisa ser gênio ou entender de matemática pra saber que eu junto mais passado do que jogo fora. Dessa forma dar um jeito nisso é sempre uma tarefa adiada.
O guarda-roupas em si, é algo que não comento muito, nem uso muito também, assim como o cesto de roupas sujas que está sempre cheio. As vezes acho livros lá dentro, não fico feliz.
Seria mesmo uma ótima filha se arrumasse o quarto no mesmo tempo despendido para escrever, imagine só que escrevo mais do que arrumo o quarto e nem tenho tantos textos assim.
No final uso a desculpa de que o quarto bagunçado faz parte da teoria do caos criativo.
“Se você vive o caos criativo em sua essência, ele faz parte de você de maneira que o quarto bagunçado é você e sua criatividade é a forma como você consegue viver e desenvolver no seu quarto. A magnitude dessa vivência pode te proporcionar a quebra de várias barreiras do inconsciente, te deixando aberto e livre para ser criativo em todas as circunstâncias da sua vida mãe!”
“O quê? Que barreiras? Só quero que você arrume seu quarto Joice!”
“Ah mãe você não entende o pensamento moderno! Deixa pra lá!” [risos interiores nesse momento].
Acho verdadeiramente que posso convencer mais do que a minha mãe com essa teoria. Isso tudo faz muito sentido ué. Não faz? Bem talvez minha mãe nem tenha se convencido, só está cansada demais pra me dar sermão. 

quarta-feira, 20 de abril de 2011

_o eu passional



Você que se doa e se desdobra se faz e se desfaz pelo possível improvável. Pela chance de ter a chance e espera pacientemente que esse dia chegue e a mesa vire e as coisas mudem...
O lance é que você gosta de gostar assim alucinadamente e o faz por você mesmo. Enfrenta mares e profundos pra que quando chegue à hora de se orgulhar por isso você diga, “tudo bem não foi nada”.
Um ser passional, louco-louco ensandecido. Trancafiado pelo real, pelo tocável. Sua loucura e sua desmesura são seu bem maior e o que os outros enxergam não é nem uma quimera do seu poder.
Quando descobriu-se só, e pode se ver no espelho, inventou sua estratégia para a vida, a estratégia de não ter nenhuma estratégia.
Gastar seu dinheiro em um dia é fácil, mais você ficaria milionário pra gastar todo seu dinheiro em um dia. Ter um amor é fácil, mais você tem todos do mundo ao passo que se enamora por todos eles de tempos em tempos... Alternadamente, inusitadamente.
Para todas as suas vontades uma paixão, as coisas pelas quais sonha são pedaços do eu. São tão reais como se já estivessem realizados. E você acredita em todos eles, seu sonho e sua religião. Sua religião é só sua por honra e autoria.
Só assim a verdade existe em você, só assim se declara sua existência. O que te determina é o que te enlouquece, num ciclo viciante de pretextos da vida, onde tudo que acontece te reafirma.

terça-feira, 19 de abril de 2011

_malenk























Ao procurar minha plenitude achei meu desconcerto, meu desencontro, minha confusão. Descobri que minha plenitude hoje é isso. Ser assim sem compromisso, comprometida com as coisas que realmente importam pra mim.
Sendo assim, seja você o que quiser e não o que a sociedade pede que seja. E então um dia a plenitude virá.
E você então terá certeza do que foi, do que é, do que representa. Para si e para os outros.

domingo, 17 de abril de 2011

_música


Simples por si só simples pela sua complexidade. Música. Te transforma em razão, te transforma em herói. O torna capaz de ser o melhor de si. Torna o melhor para todos.
A música traz o que o corpo precisa pra ser tornar forte. Aquela segurança que você demonstra com o corpo mais adquire com a alma. Aquela força que faz a adrenalina correr pela suas veias como se nelas nem mais sangue tivesse e adrenalina fosse só.
Como o “qualquer cara”, que sentado em qualquer lugar, escolhe assim por escolher uma nota pra tocar. Assim cativa toda pessoa que passa e ajuda a desaparecer todo problema. Qualquer um. Todos eles...  Dessa forma problema nenhum.
Como eu que ao soltar a voz assim sem vergonha, querendo-querendo me entregar. Como a batida que toca os meus ouvidos, mesmo cantando uma capela. Ouvindo o amigo que toca o bongô, como se tocasse sozinho toda uma bateria de escola de samba. E ver um mestre de escola de samba que rege os seus como um mestre de orquestra. Igualmente lindo.
Porque não é que por ouvir, mais por ouvir de dentro pra fora. Por que a minha alma salta de encontro a sua. E salta de encontro ao mundo. Pois quando ouço música meu mundo é música, porque quando canto a música eu sou a música! E me sinto no meu lugar, seja onde for.

_os prédios



Porque a gente passa pelas ruas sem notar, sem se dar conta de que eles estão lá.

E um dia de manhã cansada, que mais parece um fim de noite do que um começo de dia.
Você os enxerga, ao som de Beatles, com o som começando a irradiar, o sol começando a tocar.
Você enxerga a paixão, você se sente dona da sua cidade, você sente seu patrimônio.
Orgulho por estar, orgulho por ser, orgulho do orgulho.
Parte da história e da apreciação, parte da música, parte da arte.





quarta-feira, 13 de abril de 2011

_malenk


Quero te gritar dentro de mim. Quero te enxergar de dentro pra fora, quero te agarrar tão forte que eu consiga sentir eu mesmo em você.

_malenk


Para estar é preciso que seja, para ser é preciso que faça. Fazendo o que se faz melhor, fazendo o que se propor a fazer. Andando cada passo como ao passo que andando ele se torne uma estrada.