quarta-feira, 29 de junho de 2011

_com eles somos mais




Parece que está dentro de mim.
Descobri que quanto mais simples parece o instrumento mais simples ele é.
A complexidade está na importância que você dá a ele.
É como uma parte de você, um braço forte cheio de reflexos.
Sentimento, sincronia confiança, música, barulho.
Barulho com notoriedade, saber se mostrar presente.
A música é barulho. Barulho gostoso.
As vezes é melhor que sexo. Poucas vezes, boas vezes. Tocar, suar, sorrir...
Com direito a fumar um cigarro, cantar com o conhaque na mão.
Instrumento em bloco, instrumento solo, parte de um todo.
Você como instrumento da arte, que só é arte com a emoção que doamos, aquele sentimento de tocar seu instrumento como a voz que grita a verdade. Como as palmas que aplaudem a vida.
Porque na verdade o que fazemos é simples, mais é de suma importância.



segunda-feira, 27 de junho de 2011

_anonymous




Seja sua própria voz, seja sua própria, imagem, corra atrás da liberdade de expressão e busque a verdade acima de tudo.

_MORTALHA JOVIAL


SÃO TERRENOS BALDIOS. SÃO VELHOS FAMINTOS IMPLORANDO QUE SEJA SACIADA SUA FOME POR JUVENTUDE.
ISSO NÃO VAI ACONTECER.
MORRERÁS DE FOME NESSA CASCA NÃO MAIS VISTOSA!
O MELHOR QUE TENS É A MEMÓRIA DE SEUS TEMPOS DE OURO. TEMPOS QUE CONSTRUO AGORA, SEM BRILHO COM REMENDOS, RETALHOS INCONTESTÁVEIS.
É CLARO QUE SOMOS NÓS DE HOJE CRIANÇAS EXACERBADAS NA BUSCA POR SEUS PRÓPRIOS DIREITOS, ROUBANDO DE TODOS. SENTINDO- SE ALGO DIGNOS. NÓS EU E VOCÊ, NÓS EU E OUTROS MILHARES.
QUE CRIAMOS REGRAS NOVAS. DE QUE CERTO  É FAZER TUDO ERRADO.  COLOCAMOS A PROVA O NOME DE DEUS...
“POUCO IMPORTA SER JULGADO, SOU ASSIM, DEUS QUEM FEZ...E ELE NUNCA ERRA”
... CRIAMOS NOSSA PRÓPRIA BÍBLIA, INDIGNA E HIPÓCRITA. NOSSA VERDADE PARA FUGIR DE NOSSOS ERROS.
E ASSIM FICAMOS, TORNAMOS, MANDAMOS E ACONTECEMOS. MAIS É TUDO O MESMO TAL, É TUDO O QUAL DE OUTRORA. QUE VELHOS FAMINTOS ANTES JOVENS FORAM TUDO ISSO QUE SOMOS, LÁ NO PRETO E BRANCO NÃO MODERNO.
FAZENDO COM OS QUE VIERAM ANTES DELES O QUE FAZEMOS AGORA E QUE FARÃO ENTÃO CONOSCO ACHANDO QUE ESTÃO MUDANDO ALGO.  MAIS ESTARÃO SEMPRE REINVENTANDO.


segunda-feira, 13 de junho de 2011

_instantâneo



Foi muito instantâneo. Eu lhe disse: Ai, como você é linda! Suas bochechas rosaram e balançando o corpo de um lado pra outro você respondeu: São seus olhos! Continuou o ato desviando os olhos de mim com uma timidez engraçada. Tencionou os lábios como se fosse falar algo mais não abriu a boca. Sorriu. À medida que tudo isso acontecia seus dedos se uniam de uma maneira ligeiramente nervosa, como se não soubessem onde ficar após o elogio.
Pronto. O feitiço já havia recaído sobre mim. Naquele momento vi que não haveria formas de não te achar cada vez mais linda ainda!
A cada olhar mais detalhes graciosos, com aquela meiguice pintada em olhos castanhos, ágeis e curiosos. Enfeitado com duas pintinhas na maça direita do rosto. Cheia de gracejos que terminam em risadas deliciosas. Assim, tão meiga que a tentativa de ser malandra a deixa mais encantadora. E quando é malandra é a malandra mais doce que eu conheço!
Aparentemente sem motivo me hipnotizo com seu olhar ora divertido, ora desconfiado, mais sempre com um sorriso furtivo escapando da boca. Boca que preenche, permeia, delineia.  Quando fala coisas que me fazem rir antes mesmo que eu contextualize o que foi dito, só pela graça ao falar ou quando fala coisas que parecem ter saído do meu cérebro.
Momentos assim devem ser bizarros, pois devo ficar com a cara mais boba do mundo, a mesma que uso quando você diz que me admira. E eu fico pensando “como assim?
Por essas e outras que te quero... Tão bem... Tanto! Pra admirar seu eu, só seu, que enxergo tão nítido em mim, tão cheio de encanto.

_raspadinha


Descolei uma maquininha velha já que quebrei a da minha mãe. Pra poder raspar meu cabelo. Descolei uma irmã mais nova de 14 anos a quem confiei o ato de raspar meu cabelo, já que sozinha não consigo e minha mãe é totalmente contra realizar a tarefa!
A Alessa estava lá, passando a maquininha na minha cabeça então ...Barulho de moto! Fudeu, meu padrasto! Ela corre para o sofá e eu já na lavanderia pego uma toalha e enrolo na cabeça, toalha essa que está na minha cabeça até agora! Até agora!
Como a gente vai terminar essa proeza não sei, só sei que a metade raspada da minha cabeça que vocês já conhecem, está raspada pela metade, ou seja, metade da metade! E meu padrasto nunca foi a favor do corte. Ele sempre foi bem contra!
Torçam por mim, preciso terminar! Se não na hora do banho eu passo a gilete!

quinta-feira, 9 de junho de 2011

_dia da roça apocalíptico


Coisa mais linda o Sol no cara. Eu, tomando Sol na cara, me sentindo a garota propaganda do Leite Moça fazendo tarefas rurais. Decidi devido ao lindo dia de natureza em alta colher alguns limões.
Como sempre do campo, porém estava eu com um pote fundo que não ousei colocar na cabeça, sai da varanda de casa que é o limite do meu território. E eu lá, linda ganhando um bronzeado na face com meus meios cabelos ao vento, colhendo limões e cantarolando the dog days are over...
E eis... Que começa um Vendaval, daqueles de verdade, onde minha dramaturgia não permite entrar para completar com exageros e demasias pois é total e completamente desnecessário devido ao nível do drama real.
Era mesmo um vendaval e eu estava mesmo fora da varanda.
Estava tão feliz. “Esses limões são tão graúdos que se assemelham a mexericas, olha quantas” E eu era toda simpatia pra natureza, a própria criadora da smile-face.
Então acaba o raio da energia, não o raio, (a energia mesmo, a palavra raio é pra da uma revolta na frase) e eu cantarolando.
Derrepente ouço uns barulhos atrás da casa, eram àrvores... Rachando! Um vento bestial! Eu pensei “olha o poder da natureza!” Só que o poder da natureza derrubou duas telhas à 2 metros de distância do limoeiro, ou seja, da minha cabeça. A represa tava dando até pra surfar (sorry, momento que eu dramatizo) tamanha eram as ondas, pra direita!
Na verdade tudo era pra direita. As nuvens correndo, pra direita, as folhagens das palmeiras, as que já estavam no chão. Tudo pra direita, com exceção dos alicerces fortes, seres humanos que nesse lugar estão em falta e os pássaros no céu, que mais pareciam game pausado no ar porque estavam contra o vento e não saiam do lugar tentando voar.
Parei de colher limões mais não tava com medo, não ainda.
Minha mãe tem uma linda prateleira de flores, orquídeas e outras lindas com nomes muito complicados (mentira, não sei os nomes). Bem, ela tinha porque ela virou em cima do carro e agora não tem mais. Nem prateleiras nem flores.
O medo chegou eu já tinha parado de cantar, estava parada olhando bestificada a situação e então lembrei , can't you hear the horses? Cause here they come! Meu Deus olha o recado, os cavalos do apocalipse! O mundo ta acabando! Porra eu vou morrer sozinha?
Not!
Vou já parar de coisa linda que se fodam os limões vou tentar entrar na internet pra ver se o mundo está mesmo acabando, ou se é só aqui.

segunda-feira, 6 de junho de 2011

_minhas bizarrices

Tenho doenças mil.
Medo altura, medo de proximidade, fragilidade excessiva, dramatização da realidade, mentira, hipocrisia. Alcoolismo-forçado-adquirido-crônico, mutilação, abstinência de um monte de coisas que não causam abstinência, glutonaria, raiva obsessiva compulsiva de si mesmo, compaixão de si mesmo, vergonha de si mesmo, orgulho excessivo de si mesmo, auto-estima baixa, auto-estima alta, ardência na pele ao toque de estranhos dentro de transportes públicos.
Compulsão por números, compulsão por 29, raiozinhos nos olhos, aranhas fantasmas nos olhos, medo do medo, medo da coragem. Disfunção mental que leva ao uso de entorpecentes e usa como desculpa a frase de que “essa é a fuga mais comum da juventude”. Auto-condicionamento a aceitação de mediocridades de forma instantânea e inconsciente. Distúrbio do pensamento apocalíptico seqüenciado caótico. Raiva do mundo, amor pelo mundo, amor pelas coisas bobas, ódio de coisas bobas, problemas crescentes em relação ao amor. Dopamina excessiva sem motivo aparente, falta excessiva de dopamina sem motivo aparente.
Frigidez, libído excessiva. Nolstagia-latente-progressiva. Vivência irreal da realidade no futuro. Trauma com figuras semelhantes e pessoas parecidas. Problemas rítmicos relacionados à harmonia e equilíbrio do corpo no espaço. Dúvidas referente à existência real do mundo. Fixação em faixas de pedestres, pisos divididos, calçadas, e qualquer superfície onde se possa pisar e contar. Fixação também por céu cor-de-rosa.
Dificuldades em abrir e fechar coisas com a mão limpa. Exasperação ao toque de coisas como toalha muito seca, algodões secos, giz de lousa, ranger de dentes com Coca-Cola. Dificuldades em manter as pontas dos dedos sem se tocar enquanto faz contas sem motivo ou contas de passos dados até determinado ponto.
Mania de perseguição, mania de perseguição pelo número 29(Não é uma mania, é real!), alusão a existência de animais não encontrados na fauna como unicórnios, bixos-papões, piuí, gnomos, duendes e fadas. Fixação por alienígenas, OVNI’s e por conspirações gerais. Dislexia imaginária, retardo mental grave, autismo e esquizofrenia parciais.
Por último e mais grave, níveis de açúcar no sangue elevados e excesso de peso.