Eu precisava arrumar meu quarto agora, mais está é uma tarefa tão infinitamente complexa, que é mais fácil escrever sobre arrumar o quarto do que fazê-lo.Preciso guardar os livros da mesinha, são muitos e não os leio a um bom tempo. Mais são bons livros. Preciso arrumar a cama abandonada, era da minha irmã mais ela se mudou e agora é a cama dos livros lidos recentemente, bons livros em sua maioria mais, às vezes você lê algum que não é tão bom não é mesmo. Têm também as roupas da cama abandonada, que estão subdivididas nas categorias, blusas, camisetas, bermudas, calcinhas, calças e meias, hum, meias. Se não fosse por elas já teria guardado todas as roupas, mais meias? Elas são um porre!
Voltando a mesinha, tem a caixa de tintas que precisa sair do meu quarto, junto com os pincéis, canetinhas, lápis coloridos e massinha de modelar. À uns quatro meses decidi iniciar as minhas obras primas (ou obras primárias) em papel cartão e folha sulfite, as obras também estão na mesinha. Junto com os glitters, tesoura (sem ponta), tesoura de picotar e lantejoulas. Tudo muito lindo.
Embaixo da dita cuja que pelo que vejo é o maior dos meus problemas no quarto, tem uma caixa azul com revistas que não leio e não folheio, mais estão bem ali. São revistas que gostei muito, não posso jogar fora, apesar da minha mãe não pensar o mesmo. Tem também uma coleção de filmes piratas fora de ordem e circunstância que bem poderiam estar na sala mais às vezes assisto um ou outro no quarto e eles vão acumulando na "mesinha".
Tem também o armário em cima do guarda-roupas que tem todo o meu passado guardado lá. Sempre que reviso tudo pra jogar fora perco o dia inteiro e só jogo 3% das coisas. Fingindo gostar de matemática a ponto de fazer comentários com porcentagens em um texto, vou mais além.
Semestralmente perco um dia inteiro pra jogar 3% do meu passado, sendo que nesse mesmo semestre adquiro 5% de passado novo, que é acrescentado ao armário de cima do guarda-roupas. Não precisa ser gênio ou entender de matemática pra saber que eu junto mais passado do que jogo fora. Dessa forma dar um jeito nisso é sempre uma tarefa adiada.
O guarda-roupas em si, é algo que não comento muito, nem uso muito também, assim como o cesto de roupas sujas que está sempre cheio. As vezes acho livros lá dentro, não fico feliz.
Seria mesmo uma ótima filha se arrumasse o quarto no mesmo tempo despendido para escrever, imagine só que escrevo mais do que arrumo o quarto e nem tenho tantos textos assim.
No final uso a desculpa de que o quarto bagunçado faz parte da teoria do caos criativo.
“Se você vive o caos criativo em sua essência, ele faz parte de você de maneira que o quarto bagunçado é você e sua criatividade é a forma como você consegue viver e desenvolver no seu quarto. A magnitude dessa vivência pode te proporcionar a quebra de várias barreiras do inconsciente, te deixando aberto e livre para ser criativo em todas as circunstâncias da sua vida mãe!”
“O quê? Que barreiras? Só quero que você arrume seu quarto Joice!”
“Ah mãe você não entende o pensamento moderno! Deixa pra lá!” [risos interiores nesse momento].
Acho verdadeiramente que posso convencer mais do que a minha mãe com essa teoria. Isso tudo faz muito sentido ué. Não faz? Bem talvez minha mãe nem tenha se convencido, só está cansada demais pra me dar sermão.
hahahahahhaa me identifiquei mode: on.
ResponderExcluir95% da minhas amigas vão se identificar!
ResponderExcluirPior quando além do quarto isso se extende pra mesa do trabalho, a mesa da sala...
ResponderExcluirÓ, gostei do blog.
Beijo.
um genio essa menina "No final uso a desculpa de que o quarto bagunçado faz parte da teoria do caos criativo." hahahahahaha
ResponderExcluirthanks suaas lindaaaaaasss!
ResponderExcluirCURTI CURTI CURTI irmã...
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