Enxergo que, se o amor é um comportamento e não um sentimento eu tenho um desvio de comportamento descomunal.
Apaixonar-me é o problema me envolver com ninguém é a solução que eu finjo ser correta, mais não é.
Porque se gosto, eu quero pra mim, e quero ainda mais, pois suas risadas me agradam e o seu olhar despreocupado me conquista. Porque estar ao seu lado me faz bem e eu quero estar sempre bem.
Penso que nessas situações não há nada a fazer a não ser apaixonar-me. Se uma pessoa lhe cativa e ao vê-la você quer abraça-lá e dizer o quanto é especial, o que fazer com tudo isso? O que fazer com tantas boas formas de amor e amizade que não podem ser demonstradas?
Deixar-se-ia vagar a esmo um pobre alguém, amado ou amante preso ao nada enquanto perturba-se por uma paixão? É poético e sôfrego... A realidade abstrata é sofrer por gostar, algo bom que faz um mal desconcertante e aflitivo, você sente mais sabe que não pode tocar.
A hora de esquecer é quando a lucidez não lhe cai bem e o torpor da embriaguez lhe veste como um agradável Allstar sujo. E você acha que vai acordar no outro dia sem gostar tanto assim, não vai querer com tanta intensidade. É como dormir com dor de cabeça e antes tomar um analgésico para acordar curado. O amor não tem cura! É como gripe, o vírus se multiplica e se transforma a cada respiração... Inspire... Expire... Inspire... Expire e mais uma vez e outra e o amor só faz crescer.
Eu que a muito já, amo sem pretensão, amo por simples amar... Da formiga ao formigueiro, a flor de Ypê e as estrelas. Como não te amar? Como não sofrer? Sabendo que a cada dia tenho cada vez mais prazer por ti, e cada vez, tenho menos de você em mim.
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